sexta-feira, 7 de junho de 2013

O ‘Brasil olímpico’ que não existe para o esporte de base

Para evitar constrangimentos ou represálias, vamos manter o anonimato de um pai indignado com o que acontece com o esporte de base do Brasil e sua estrutura pífia. Aquele mesmo esporte de base no qual o ministro Aldo Rebelo assegura que está recebendo um amplo investimento do governo.
Pois bem, este pai tem uma filha que pratica nado sincronizado. É a paixão da vida da menina. Ao lado de outras garotas, conseguiu classificação na seletiva realizada pela FAP (Federação Aquática Paulista) para a disputa do 3º Campeonato Interfederativo, que será realizado no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, a partir desta sexta-feira, encerrando-se no próximo domingo.
Só que para isso, cada atleta terá que bancar do próprio bolso a compra do maiô de competição. Equipamento básico para disputar o nado sincronizado, teoricamente deveria ser fornecido pela própria entidade que convocou a equipe. Ou, em último caso, através de um programa de auxílio às federações por parte da CBDA, do eterno presidente Coaracy Nunes, recentemente reeleito para mais um mandato. A mesma CBDA, diga-se de passagem, que detém um generoso patrocínio dos Correios há muitos anos.
Mesmo assim, são os pais das atletas que precisam comprar os maiôs da filhas. Cada peça não sai por menos de R$ 450,00. Uma peça que irá durar apenas uma competição, é bom lembrar. Com sorte, a menina poderá usá-lo em dois torneios.
E você ainda tem que escutar por aí as autoridades batendo no peito dizendo que o Brasil irá virar uma potência olímpica em 2016. Se nem do básico conseguem cuidar…
Por que a FAP não fornece os maiôs para suas atletas?
Por que a CBDA não auxilia, por meio de seus contatos, com o fornecimento de material esportivo para suas entidades filiadas?
Será que alguém consegue responder a estas duas simples perguntas?

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