Tuplet, o maratonista mais velho do mundo
Nome: Tuplet Seabra de Vasconcelos
Idade: 85 anos
Maratonas disputadas: 114
Tempo na maratona: 5h45min
Corrida mais longa: 100 km em 14 horas *
Idade: 85 anos
Maratonas disputadas: 114
Tempo na maratona: 5h45min
Corrida mais longa: 100 km em 14 horas *
* Quando tinha 72 anos
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Apesar
de seus 98 anos, Tuplet Seabra de Vasconcellos esbanja fôlego e
disposição na hora de correr. Ele é campeão mundial dos 800, 1.500,
5.000, 10.000 metros cross e 10.000 metros pista, Tuplet tem colecionado
títulos no Brasil e no exterior.
Começou a correr já veterano,
aos 69 anos, meio por acaso. Sempre trabalhou na construção civil, mas,
em 1981, recebeu o convite para participar da abertura de uma prova de
veteranos, cuja faixa etária era de 40 anos, na cidade de Cantagalo, no
Rio de Janeiro. Tal convite mudou o rumo da vida de Tuplet.
Mesmo sem nunca ter praticado
esportes e sem consciência do que poderia lhe acontecer, ele não quis se
limitar a ser um mero figurante na competição. De calças compridas e
sapatos, ele participou da prova, de 12 quilômetros, e a venceu.
De lá para cá, ele não parou
mais de correr. Recebeu uma proposta da prefeitura de Itaocara para
deixar as obras e dedicar, exclusivamente, aos treinos e às provas. Não
satisfeito com tamanha façanha, ele também passou a nadar.
- Não tenho dúvidas de que sou o
corredor mais velho do mundo. Os médicos dizem que sou um fenômeno.
Para dizer a verdade, eu também não sei da onde vem essa minha força.
Talvez da mistura de raças. Minha mãe é francesa e meu pai português -
arrisca Tuplet que quer correr até completar 100 anos.
Ele
ainda destaca que nunca vai a consultas médicas exceto antes e depois
de cada prova, quando passa pelas avaliações de rotina.
- Os médicos ficam espantados
comigo porque minha pressão quase não sofre alterações durante as
provas. Às vezes, chegam a me perguntar se eu não pego uma carona no
meio trajeto. Nesses 26 anos de provas eu nunca desrespeitei nenhum
regulamento, ressalta o atleta, que já participou de pelo menos 50
maratonas, 200 provas de 100 quilômetros. Disputou, pelo menos, três
Jogos Mundiais para veteranos - no Japão, em 1993; nos Estados Unidos,
em 1995; e na África do Sul, em 1997 - e cinco Campeonatos
Sul-Americanos - três no Brasil, um no Chile e outro no Paraguai. Sempre
liderando as provas de sua categoria.
Tuplet acorda bem cedo e treina
em dias alternados. Costuma tomar uma colher de mel e, meia hora mais
tarde, começa uma corrida de 30 quilômetros, que leva aproximadamente
duas horas e meia. Ao voltar para casa, prepara um mingau de aveia com
gema de ovo, que serve como lanche antes do almoço. No cardápio, massas,
raízes e, vez por outra, peito de frango grelhado ou peixe. Carne
vermelha nunca. À noite, antes de se deitar, toma apenas um copo de
leite morno. Ele ainda compõe músicas e poemas.
CURIOSIDADE:
Idade nas alturas
No
mesmo dia em que Tuplet completava sua 114ª maratona, um outro
octogenário dava demonstração de superioridade no outro lado do mundo.
Aos 81 anos, Gerry Bloch completou a escalada do paredão El Capitan, do
Parque Nacional Yosemite, nos Estados Unidos. "O maior desafio foi fazer
o que os outros achavam impossível, pelo menos na minha idade", disse
Bloch. Acompanhado de um guia e um cinegrafista, Bloch planejava vencer
os 2.300 metros da escalada na rocha
escarpada em uma semana, mas o mau tempo e o peso dos suprimentos de
água e comida que carregava dobraram o tempo da expedição. Bloch
enfrentou um sofrimento extra porque teve de deixar pelo caminho seus
remédios para artrite. Alpinista desde os 16 anos, decidiu aposentar-se.
"Vou descansar."
Fortalece-se a tendência de
incorporar a atividade física à vida de doentes e idosos como um fator
de qualidade de vida. "Há alguns anos, os médicos proibiam exercícios
para os cardíacos", diz Victor Matsudo, especialista em medicina
esportiva.
"Hoje está provado que a
atividade física faz bem para os safenados." Envelhecer, no entanto, não
é uma questão apenas de saúde. Uma pesquisa da Associação Americana de
Aposentados, divulgada na semana passada, revelou que a maioria das
pessoas acredita que a medicina encontrará cura para males como o
câncer, a Aids e as doenças do coração e estenderá a vida até os 100
anos.
Mas 63% dos entrevistados
asseguraram que gostariam de viver só até os 90. "Foi uma surpresa, já
que a faixa etária que mais cresce nos Estados Unidos é a dos
centenários", afirma Thomas Perls, da Escola de Medicina Harvard. A
maioria das pessoas acredita também que a velhice começa aos 69 anos.
Tuplet e Bloch são boas evidências disso.
" NUNCA E TARDE PARA CORRER , E AI VAMOS CORRER!"

Tive o prazer de conhecer o Tuplet numa corrida em que participei em Nova Friburgo RJ. Foi uma pessoa maravilhosa
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