domingo, 28 de abril de 2013

Tuplet, o maratonista mais velho do mundo



Nome: Tuplet Seabra de Vasconcelos
Idade: 85 anos
Maratonas disputadas: 114
Tempo na maratona: 5h45min
Corrida mais longa: 100 km em 14 horas *

* Quando tinha 72 anos


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Apesar de seus 98 anos, Tuplet Seabra de Vasconcellos esbanja fôlego e disposição na hora de correr. Ele é campeão mundial dos 800, 1.500, 5.000, 10.000 metros cross e 10.000 metros pista, Tuplet tem colecionado títulos no Brasil e no exterior.

Começou a correr já veterano, aos 69 anos, meio por acaso. Sempre trabalhou na construção civil, mas, em 1981, recebeu o convite para participar da abertura de uma prova de veteranos, cuja faixa etária era de 40 anos, na cidade de Cantagalo, no Rio de Janeiro. Tal convite mudou o rumo da vida de Tuplet.

Mesmo sem nunca ter praticado esportes e sem consciência do que poderia lhe acontecer, ele não quis se limitar a ser um mero figurante na competição. De calças compridas e sapatos, ele participou da prova, de 12 quilômetros, e a venceu.

                                                               

 De lá para cá, ele não parou mais de correr. Recebeu uma proposta da prefeitura de Itaocara para deixar as obras e dedicar, exclusivamente, aos treinos e às provas. Não satisfeito com tamanha façanha, ele também passou a nadar.

- Não tenho dúvidas de que sou o corredor mais velho do mundo. Os médicos dizem que sou um fenômeno. Para dizer a verdade, eu também não sei da onde vem essa minha força. Talvez da mistura de raças. Minha mãe é francesa e meu pai português - arrisca Tuplet que quer correr até completar 100 anos.
Ele ainda destaca que nunca vai a consultas médicas exceto antes e depois de cada prova, quando passa pelas avaliações de rotina.

- Os médicos ficam espantados comigo porque minha pressão quase não sofre alterações durante as provas. Às vezes, chegam a me perguntar se eu não pego uma carona no meio trajeto. Nesses 26 anos de provas eu nunca desrespeitei nenhum regulamento, ressalta o atleta, que já participou de pelo menos 50 maratonas, 200 provas de 100 quilômetros. Disputou, pelo menos, três Jogos Mundiais para veteranos - no Japão, em 1993; nos Estados Unidos, em 1995; e na África do Sul, em 1997 - e cinco Campeonatos Sul-Americanos - três no Brasil, um no Chile e outro no Paraguai. Sempre liderando as provas de sua categoria.

Tuplet acorda bem cedo e treina em dias alternados. Costuma tomar uma colher de mel e, meia hora mais tarde, começa uma corrida de 30 quilômetros, que leva aproximadamente duas horas e meia. Ao voltar para casa, prepara um mingau de aveia com gema de ovo, que serve como lanche antes do almoço. No cardápio, massas, raízes e, vez por outra, peito de frango grelhado ou peixe. Carne vermelha nunca. À noite, antes de se deitar, toma apenas um copo de leite morno. Ele ainda compõe músicas e poemas.



CURIOSIDADE:

Idade nas alturas

No mesmo dia em que Tuplet completava sua 114ª maratona, um outro octogenário dava demonstração de superioridade no outro lado do mundo. Aos 81 anos, Gerry Bloch completou a escalada do paredão El Capitan, do Parque Nacional Yosemite, nos Estados Unidos. "O maior desafio foi fazer o que os outros achavam impossível, pelo menos na minha idade", disse Bloch. Acompanhado de um guia e um cinegrafista, Bloch planejava vencer os 2.300 metros da escalada na rocha escarpada em uma semana, mas o mau tempo e o peso dos suprimentos de água e comida que carregava dobraram o tempo da expedição. Bloch enfrentou um sofrimento extra porque teve de deixar pelo caminho seus remédios para artrite. Alpinista desde os 16 anos, decidiu aposentar-se. "Vou descansar."

Fortalece-se a tendência de incorporar a atividade física à vida de doentes e idosos como um fator de qualidade de vida. "Há alguns anos, os médicos proibiam exercícios para os cardíacos", diz Victor Matsudo, especialista em medicina esportiva.

 "Hoje está provado que a atividade física faz bem para os safenados." Envelhecer, no entanto, não é uma questão apenas de saúde. Uma pesquisa da Associação Americana de Aposentados, divulgada na semana passada, revelou que a maioria das pessoas acredita que a medicina encontrará cura para males como o câncer, a Aids e as doenças do coração e estenderá a vida até os 100 anos.

Mas 63% dos entrevistados asseguraram que gostariam de viver só até os 90. "Foi uma surpresa, já que a faixa etária que mais cresce nos Estados Unidos é a dos centenários", afirma Thomas Perls, da Escola de Medicina Harvard. A maioria das pessoas acredita também que a velhice começa aos 69 anos. Tuplet e Bloch são boas evidências disso.


" NUNCA E TARDE PARA CORRER , E AI VAMOS CORRER!"

Um comentário:

  1. Tive o prazer de conhecer o Tuplet numa corrida em que participei em Nova Friburgo RJ. Foi uma pessoa maravilhosa

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